Porra, França! Porra, Zidane! Porra, Ronaldinho!


Em julho de 1998, eu estava de férias como todos os guris da quarta série que não tinham ficado de provinha. Eu que só tinha na lembrança a cara triste do Baggio e a narração entusiasmadíssima do Galvão Bueno gritando “é teeeeeeeeeeeeeeeeetra”, achava aquilo tudo um grande barato e realmente desconsiderava a hipótese de não ver outro capitão da seleção brasileira levantando a taça.

Mas gente, por favor, a gente tinha o Ronaldinho fenômeno! A gente tinha o Roberto Carlos! A gente tinha o Rivaldo! Ta bom, desconsiderem o Rivaldo porque de fato eu nunca botei fé na cara dele. Aquela cara de choro, de gente sofrida, aquelas canelas finas. Eu tinha 10 anos, ok? Eu podia ter esse tipo de análise sem compromisso. Enfim, tínhamos erres de sobra, o que deixava o Galvão louco criando mil chavões: “Rrrrrrrronaldiiiiiiiiiinhu”; “Rrrrrrrrrrivaldo é o nome dele”; “Rrrrrrrroberto Carrrrrrrrlos do Brasssssillll”.

A primeira fase, moleza. Se não foi, tanto faz, não lembro mesmo contra quem o Brasil jogou, mas sei que a gente passou. Aí teve o jogo contra a Holanda. E era tão bonitinha a camisa laranja, a torcida toda laranjinha. Visualmente a Holanda era linda, tirando o kluivert que era a imagem do capeta alaranjado, mas tinha um futebol vistoso, o que preocupava a parte amarela da torcida.

E esse jogo foi sofrido pacas. Foi pros pênaltis. Meu sonho naquele momento era que baixasse o espírito do Baggio num dos holandeses. Mas o Tafarel pegou tudo e a gente foi pra final contra a França.

Os franceses? Uns bobões! Que mala esse tal de Zidane. Quem mandou ele fazer gol, hein? Porra, Zidane, mais um, não, bicho! Porra, desconhecido que fez o terceiro! Três é humilhação! Mas olha, a gente ganhou da Holanda, tá? Muuuuuuito mais time! Rumf. Nós somos TE-TRA campeões. Sabe o que é isso? Ganhamos 4 vezes esse tacinha peba que vocês tão levando pela primeira vez! Um monte de azulzinho pulando na Champs-Élysées e a gente aqui tendo que engolir essa marselhesa durante a maior parte do jogo. Povinho chato esse francês, viu? Mas em 2002 eles vão ver! Ah, se vão...


Por @carulhina

dicas de carnaval do marçal

Eis que é chegada a hora de uma decisão muito grande em nossa vida...

“... Não importa qual seja o poder de Deus, o primeiro aspecto de Deus é o do Senhor absoluto, do Todo-Poderoso. É o do deus que se coloca no nosso nível humano e se limita.”

Seja qual for a sua decisão, Deus nunca vai abandonar você, e lógico é que você será responsável pelos danos causados. Chega um período do ano que temos que ou nos sujar de maisena e cair na folia ou fechar as portas e nos divertir louvando ao Senhor. Não temos culpa de terem inventado a festa da carne, isso mesmo, há muito tempo alguém resolveu fazer uma festa onde se comesse muita carne alem de muita bebida, fartura total, tudo pra quando chegar a quaresma ter alguma energia reservado... nessas horas penso que foi um aloura que inventou isso... (só brincando).

Mas num venho falar de festa e sim de prevenção e muita animação, durante a FESTA DA CARNE, temos algumas dicas:

Para os que somem da cidade: reze, cante e dança ao Senhor

Para os que preferem ficar nas ruas da cidade: reze antes de sair, cante e dance bastante nas ruas, Ele vai também está lá

Seja onde for preso no retiro ou solto nas ruas, aproveite a sua vida é única, beije, use camisinha, cuide dos olhos na hora da maisena, beba água, refrigerante, suco de manhã cedo, nada de exageros, se dirigirem não beba, mas se forem beber liga para mim, kkkk e viva a alegria! E BOA FESTA A TODOS!

*Por Marçal

(@marcalconstanci)

notícia velha

Bastidores da Canal.com

Depois de muita especulação sobre o lançamento da Canal.com, decidiu-se a data: 8 de outubro. Os astros diziam que júpiter estava na casa nove em contraposição a Vênus nesse dia. Isso não era bom para confecção de camisas, ensaios de violino, paradas militares e lançamentos de revista laboratoriais. Mas era o dia ideal para e-mails desaforados. Foi só o que rolou. E foi incrível a criatividade das alfinetadas aos que cismavam em censurar nosso cerimonial.

Como acabou: Lançamos a revista, comemos, bebemos e ficamos sem o vinho do Porto que Paola mandou.

Bastidores da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Aqui criatividade foi o elemento mais utilizado. E quando me falaram em “sala de imprensa” não tinha me ligado que era por conta do curto espaço. Uma sala de 4m x 2m, com 4 computadores (dois com internet) para 30 alunos. Bem imprensadinhos. Era um tal de “lê meu texto”, “me arranja uma pauta”, “me arranja um computador”, “cadê Vera?”, “Andreza não vem?”, “quem deixou Daniela tirar foto?” sem fim.

Como acabou: Produzimos 4 boletins que até hoje Seane acha imperfeições. Ô, mania desgraçada de procurar defeito.

Bastidores do namoro de Clis e Pris

Sabe aquele engarrafamento das 18h na Avenida Beira Mar? Pois é. 6 pessoas no carro. Uma pergunta: “Clis, tu e Pri estão namorando?”. Ele olha pra Pri e pergunta: “não sei, estamos?”. Pri: “não sei, estamos?”. Outra pessoa diz: “acho que faltou o pedido, né, Clis?!”. Ele desce do carro – dezenas de carros parados esperando o sinal abrir –, olha pro ônibus do Parque Vitória com uma cara de já-tô-aqui-mesmo-vou-falar e solta: “Gente, eu estou namorando a Priscila!!!” .

Como acabou: e viveram felizes para sempre.

*Por @carulhina

eu prefiro a exclusão

O Reuni surgiu na UFMA com muitas indagações e protestos (leia-se o povo do CCH fez alguns reboliços). A priori, quem não tinha nada a ver com a história, estudantes assim como você e eu, viu tudo ser implantado à surdina, e pouco a pouco as coisas começaram a mudar na Universidade.

Umas obras ali, um serviço acolá... Hoje, pouco mais de 1 ano e meio da palhaçada ter começado, todos nós estamos sentindo as conseqüências do Programa de Reestruturação das Universidades Federais. A primeira delas está no caminho para a UFMA.

A maldita fila do 311 Campus, no TI Praia Grande, que era até então a única fila respeitada no Brasil inteiro, não serve mais pra nada. O RU anda cada vez mais lotado, aquele sistema eletrônico só piorou a situação. Os corredores cheios de gente de capacidade universitária duvidosa.

Todos os remanescentes que ingressaram antes de 2006 viveram uma universidade diferente, e tiveram a oportunidade de ver essa transformação. Sentem hoje na pele e no suor do Campus lotado como essa história de “crescimento com inovação e inclusão social” não serve.

Chego, portanto, ao ponto de afirmar que a exclusão é preferível. O universo de unidades da UFMA deve priorizar um ensino de excelência com a capacidade de gestão desse sistema que é muito complexo. O problema da educação brasileira não está na Universidade. É o caminho até ela que a constrói. Que o diga aquele confortável ônibus.

*Por Clis

Curitiba em 10x sem juros

Clis e Carol entram no T090 Terminais BR 135. Numa cadeira da frente, Carol tenta sentar. Uma, duas, três tentativas. Uma senhora gorda e descontrolada chama loucamente pela filha e sem nenhuma cerimônia impede a passagem de Carol. Sem mais nem menos, um truculento trabalhador braçal avança sobre todos e ocupa o tão almejado banco de ônibus. Neste momento eu disse: que saudades do bi-articulado de Curitiba.
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Quem foi não se cansa de lembrar os bons momentos que passamos lá. Quem não foi, não agüenta mais ouvir todas as histórias. Mas como esquecer uma cidade tão linda e acolhedora como a capital do Paraná. Uma cidade que com planejamento e educação, marcou a todos os participantes do Intercom 2009.
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Como esquecer então dos ônibus tão limpos e do trânsito organizado. Como esquecer a ausência de filas nos terminais. Como esquecer os tubos e a doce voz dizendo “próxima parada, estação rodoferroviária”. As belas paisagens, os jardins bem cuidados, e educação do povo e o friozinho que deixa todo mundo muito chique: como esquecer.
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Tudo isso nos faz pensar que todas as prestações que sobraram pós-viagem valeram à pena. E elas serão pagas pouco a pouco somando a saudade de uma bela cidade e a espera para 2010. Já temos dois destinos: Campina Grande – PB (IntercomNE) e Caxias do Sul – RS. A intenção é deixar o cartão livre pra fazermos novos parcelamentos que, com certeza, serão bem aproveitados.

*Por Clis

nossa revista laboratório


vai paola

E tudo começou com um homem e uma mulher. Ele Adão, ela, Eva. Adão comeu a maça e deu no que deu. No que Eva deu, o mundo começou a ser povoado. Egípcios, as pirâmides, as múmias, os mesopotâmicos, os gregos, os jogos olímpicos, os filósofos, os romanos, os medievais, as pestes, as cruzadas, as trevas, as luzes, os renascentistas, as caravelas, o novo mundo, o El dourado, as guerras, a primeira, a segunda, as infinitas, os hippies, o meu avô, a sua avó, os nossos pais e, finalmente, nós! Nascemos numa época morna.

Os anos 90 passaram rapidinho. Pensamos que em 2000 o mundo ia acabar. Não acabou. Pois é, crescemos .Hora de decidir o que vamos ser daqui pra frente. Eu já quis ser arquiteta, Pri já pensou em fazer moda, Paola queria ser bailarina, Bruna pensou em medicina, Diego pensava que RP era Publicidade, Seane, Clis e Andrezza sempre quiseram ser jornalistas. No fim das contas, todos escolheram a Comunicação.

Confusão: “UFMA anula segunda etapa do vestibular por causa de fraude”. Revolta de alguns, alívio de outros. Tensão: “Pressionada, UFMA decide anular as duas etapas do vestibular”. Tentativa de suicídio de uns, felicidade suprema de outros. Resultado: 3 meses de incertezas e muito remédio pro estomago. Passamos... pro segundo semestre. 6 meses em casa e alguns kgs a mais.

16 de novembro de 2006. Chegou a hora! Primeiro dia de aula... trote. Segundo dia de aula... Bambu. Terceiro dia de aula... me perdi no CCSo. Quarto dia de aula... não teve aula. Quinto dia de aula... Marcos Catunda, ou seja, não teve aula.

Nesses 3 anos, passamos maus bocados nas mãos de Ester, tiramos quase mil reais de xérox com Silvano, nos revoltamos com Fátima Gonzalez, nos apaixonamos por Fátima Gonzalez, deixamos alguns grilos assistindo a aula de Adalberto Rizzo. Nos separamos no terceiro período, mas nem parecia.

Fizemos a primeira confraternização da Co06.2, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta... Hoje, na confraternização de numero 5870, só queremos dizer que nosso sonho é que Paola traga um legitimo vinho do Porto pra ver se a gente pára com essa mania de beber vinho de quinta categoria.


Assista ao video da despedida.

*Por Carulhina

intercom nacional: a saga

Primeiro foi a euforia. Trouxemos para São Luís seis prêmios Expocom, quatro deles produzidos por alunos da Co06.2. Depois caímos de boca na realidade: como é que nós, meros estudantes lisos, conseguiríamos apoio financeiro para a próxima etapa, o congresso em Curitiba? Alguns anteciparam a compra das passagens, que na época custavam a metade do que custam hoje, parcelaram em infinitas vezes e esperam ansiosos pela data da viagem. O resto (leia-se a maioria) resolveu apelar para personalidades superiores.

Batemos na porta da reitoria (sem ocupá-la). Depois de mil ofícios e centenas de e-mails, a resposta: 125 reais para cada membro das equipes vencedoras. Todos deram aquele longo suspiro... Depois disso, os sites da TAM e da GOL passaram a figurar entre nossos favoritos.

Clis sempre tentou rotas alternativas. Achou várias “soluções”. O voo mais barato terá escalas e conexões em várias capitais nordestinas. A viagem dele inclui 20 horas dentro de um busão daqui pra Fortaleza. Resultado: Clis sai no dia 2 de setembro e chega a Curitiba no fim da tarde do dia 3. Justo? Não, barato.

Andrezza, que já sofre de gripe suína psicológica, trocou milhas por passagens. A situação dela poderia ser confortável se ela tivesse garantido um teto. Arriscado? Sem comentários.

Seane sabe que vai. Sabe que tem onde ficar. Sabe que vai apresentar o Santo de Casa: as vozes do Maranhão na Universidade FM. Sabe que vai atender ao telefone 50 vezes ao dia. Sabe que vai usar máscara e lavar as mãos toda hora pra não pegar gripe suína, mas não sabe se volta. Ela ainda tenta comprar a volta por menos de 700 reais. Força, Seco!

Os RPs e alguns de Rádio e TV compraram passagem em junho e irão apresentar o projeto A comunicação como ferramenta para melhor desenvolvimento social.

A equipe de Israel recebeu financiamento da FAPEMA pro Maranhão Ciência: o portal do jornalismo científico.

O Ricardo vai representar (sem Paola que viaja no mesmo período pra Portugal) o Videotur (pra mim, o favorito ao prêmio nacional).

Eu... bem, eu não vou. Mas torço por todos e espero que tenham a dignidade de ficar de quarentena na volta. Não quero pegar gripe suína.

*Por Carulhina

o dinheiro que cai do céu

A recente briga de egos entre a Record e a Globo tem particularmente me divertindo muito. É 'toma lá, dá cá'. O mais interessante, é que tudo acontece no mesmo horário e em telejornais praticamente idênticos: o JN e o JR. Cabe então questionar: quem está com a razão?

Ninguém. Num país onde existe TV Senado com sua programação 'nobre', tudo na televisão tem uma pitadinha do satã! Cada um alimenta o seu capetão: a Record foi comprada e reformulada com dinheiro de fiéis que foram ludibirados em maquiagens religiosas; a Globo por muito tempo manipulou a opinião pública e esteve no 'underground' político nacional em diversas ocasiões.

Cada nova denúncia deveria ser festejada pela opinião pública. É uma forma de cada cidadão inalar um tiquinho do fedor que emana de Rio e SP. Entretanto, é essencial que haja distribuição de audiência na TV. Nenhum monopólio é dignamente justo, senão seria um modelo de televisão ideal, coisa que inexiste.

Cabe à justiça brasileira apurar (isso já levanta sérias dúvidas) e aos brasileiros escolher qual capetão ele quer alimentar. Enquanto isso, fica a dica: monte a sua igreja e faça sua rede de televisão. Por falar nisso, culto amanhã na igreja da galáxia do reino da norminha. E não esqueçam o dízimo!

Por Clis (trechos Pato Fu)

Complete o texto com 3 palavras

Era uma vez, Ana Mola Molinha, chamada Maria Severina que tinha uma calça furada com um prego enferrujado que doía muito. Num dia chuvoso, ela comprou um antiferrugem, mas não pagou a conta. O vendedor ficou terrivelmente irritado, então martelou a bunda. Serverina não revidou, chamou o José da padaria e "bolou" um plano: comprou um cremosinho, um Aqui Maranhão, outro de amanhã e uma pipoquinha, colocou numa caixinha e pegou um fósforo para acender a vela do caixão de MJ. Após dançar moonwalk, escorregou na banana e rasgou a cueca de [censurado].
A bailarina clássica esqueceu o plano maquiavélico da vovó Dinorá, uma velha desdentada e fofoqueira que vivia dizendo: "time is money!". Dinorá na verdade era ninfomaníaca e decidiu agarrar Clis, mas ele gostava de outra vovozinha que cheirava a canela em pó. Zaíra então resolveu se banhar de colônia de alfazema e chamar Seane para, juntas, irem disputar o amor do faxineiro gatinho, que por sinal tinha uma pereba no meio da perna cabeluda. Aí ela começou a trocar olhares com Seu Coxola quando um Campus com Carol pulando dentro virou na ponte e deixou feridos.
No ultimo episódio, todos choraram com lágrimas de crocodilo, pois Carol quebrou o nariz, mas ela fez cirurgia. Tudo acabou bem, mas... e a mola?


*Por Andrezza, Secoelho, Zazá, Clis e Carulhina

O Circo pegou fogo!

Ah, como eram bons os tempos de criança! Quando nos encontrávamos para brincar de pique-esconde, de ciranda, pega-bandeira, e tantas outras brincadeiras sadias. As músicas eram tão criativas, com bastante figuras de linguagens: hipérboles, metáforas, ironias...

Nesta primeira semana de agosto, pude relembrar uma cantiga de criança, devido a um acontecimento no país. A musiquinha dizia assim: “[...] O circo pegou fogo, o palhaço deu sinal; acode, acode, acode a bandeira nacional. Alô Brasil, quem se mexeu, saiu”.

É, não há música mais apropriada para o atual momento da política brasileira. Desde a descoberta do “mensalão”, o segmento tem ganhado mais espaço na mídia, nas discussões cotidianas entre as pessoas e nos programas humorísticos. Há tanto tempo a sociedade não se “divertia” desta forma. Mas o mensalão, assim como Botafogo (que me desculpem os muitos botafoguenses), não deu em nada: apenas serviu para aumentar as forças dos adversários!

Queria ter assinatura de uma TV fechada. Desde criança, sou apaixonado por futebol e demais esportes. Mas se tivesse, passaria meu tempo assistindo ao humor de um canal nobre: a TV Senado.

Em primeiro lugar, a linguagem dos parlamentares é impecável (ou não): “Vossa excelência deveras estar consciente da proficuidade demasiada das convergências políticas do país...”. Além disso, o companheirismo é algo primordial entre os mesmos, tal qual não se vê na sociedade, num grupo de amigos. Tomemos o caso do presidente do Senado, José Sarney, vulgo dono do Mar.

O ilustre senador maranhense – ops! amapaense – tem sofrido sérias denúncias e acusações de nepotismo e favorecimentos. Nunca andara tão triste e cabisbaixo como agora. Como alguém poderia fazer isso com um político tão eficaz e trabalhador, que durante anos ajudou o Maranhão a se tornar este maravilhoso estado?!

Pedro Simon (PMDB-RS) foi à tribuna pedir que Sarney deixasse o cargo de presidente, após surgirem as denúncias dos atos secretos do presidente da Casa. Dois “heróis” nacionais não aceitaram tais acusações contra o bom velhinho nascido no Maranhão, senador de Amapá e residente em Brasília. Primeiro, foi Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, acusado de irregularidades durante o exercício na presidência.

Depois, foi a vez de Fernando Collor de Melo. Isto mesmo, nosso primeiro presidente após o fim da ditadura militar! O primeiro presidente, também, a sofrer impeachment, em 1992. Agora, não tão jovem ou bonito como dantes, mas com mais intrepidez e ousadia. “Engula suas palavras... Digira-as...”, estas frases estão marcadas na história do Brasil.

Renan ainda voltou a discutir com Tasso Jereissati, num bate boca fantástico: “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim”, disse Tasso. “O dedo sujo infelizmente é o de Vossa Excelência. O dedo dos jatinhos que o Senado pagou”, rebateu Calheiros. “Pelo menos, era com meu dinheiro. O jato é meu. Não é o que o senhor anda, o de seus empreiteiros”, respondeu Tasso.

Renan fala algo fora do microfone, deixando Tasso furioso: “Eu coronel? Cangaceiro, cangaceiro de terceira categoria!”. “Você não é coronel de nada. Me respeite. Você é minoria com complexo de maioria. Me respeite”, Calheiros, finalizando sua participação.

Pois é, se preparem que ainda tem muito mais neste fantástico mundo circense, chamado Congresso Nacional. A qualquer momento, voltaremos com mais humor para você... ou não!

Por Eduardo Rimador Oliveira

Twitter, blog, orkut, facebook...

Toda vez que leio essas palavrinhas acima em alguma revista ou em algum artigo, involuntariamente fecho a cara.

Não raro me deparo com matérias entediantes e ingênuas, que apresentam apenas uma visão distante do que sejam estes recursos da web. Creio que falar sobre isso seja complexo, pois eu vejo cada uma dessas redes da forma como eu as utilizo. Paradoxalmente, é muito reducionista dar uma visão geral. Assim, se um cara diz que o twitter é frequentado por pessoas de 30 a 39 anos, ele não faz jus aos milhares de adolescentes e jovens que já ingressaram no ramo.

Além de parecerem manuais e quase nunca acrescentarem alguma novidade para quem se interessa pelas redes, as matérias são como receitas de bolo: com estatísticas e o passo-a-passo de como fazer uma coisa que a gente já nasce sabendo.

Mas não são as matérias descritivas que fazem revirar o estômago. No jornalismo, é bem verdade que temos a mania, e a obrigação, de encontrar personagens para as histórias. E quando se trata de uma reportagem isso não é diferente.

Na revista continuun do Itaú Cultural, de julho e agosto, na primeira reportagem sobre blogs, conhecemos a história de 3 personagens. Os dois primeiros são exemplos de sucesso e de pessoas que se tornaram influentes e conseguiram tornar isso frutífero para a sua vida inteira apenas postando no seu blog.

Quando leio isso, penso: "Ei, esse é o meu sonho e de mais quantos?". A dica para tornar o sonho realidade é sempre a mesma: estar antenado. Acontece que não se fica "antenado" da noite pro dia. Há pessoas que passam horas na internet, fazendo 10 coisas ao mesmo tempo. Elas descobrirão coisas fantásticas, elas perderão muito tempo.

Ser "antenado" significa estar online em tempo integral. Aparecer, ser visto, dar o que falar, conquistar números, seguidores... Resta saber se vale à pena.
*Por Secoelho

Espermatozóides do Barulho - Secoelho

Na primeira tentativa séria de ingressar no quadrinhos, o nosso querido Chris Lima, ou Clis, encarnou em espermatozóides desajeitados, e fáceis de desenhar, algumas situações e características dos estudantes de Comunicação Social/Jornalismo da UFMA. Dando continuidade ao seu trabalho, desta vez não é a editora chefe do Furico, Carulhina Diniz, que fracassa na corrida da vida. Desta vez, bem, sou eu. O quadrinho também explica porque minha irmã conseguiu nascer primeiro que eu!

Por Secoelho (Seane Melo).

Veja também:
http://furicoonline.blogspot.com/2009/06/espermatozoides-do-barulho.html

maranhão: aqui e acolá

Na política nacional, somos reconhecidos por grandes nomes. Tal como José Sarney, que nem senador pelo Maranhão é, temos... Outra leva de pessoas que tem o sobrenome idêntico. Não que seja motivo de tanta vergonha assim, mas não dá pra bater no peito e dizer que somos ou estamos orgulhosos. Eles não fazem tanto sucesso quanto o nosso ‘guaraná jesus’.

Há muito, tenho tentado assimilar uma idéia de democracia que me faça aceitar a existência do congresso nacional. Mergulhado em uma série de polêmicas, a casa do povo situada em Brasília tem me deixado um tanto triste. Agora de recesso, minha iminente depressão adia sua instalação sobre a calmaria da esplanada.

E quando voltarem? Será diferente? Um dia será diferente? Não sei. Mas cada vez mais pretendo tirar o ‘sei’ da minha auto-resposta. Polêmicas a parte, nenhum dos três poderes tem dado motivo de alegria em demasia para o povo brasileiro.

Todo mundo vive como se nada estivesse acontecendo. Nada além de um comentário sarcástico-irônico numa fila de banco ao ler o “Aqui Maranhão” tem sido suficiente para mudar o caos político que no país se enraíza.

Falando em jornais populares, alguém leu “Matou a mãe e esfaqueou a tia”?


*Por Clis Pensativo

Bastidores do São João

Quem é maranhense e matraqueiro sabe que todo boi de matraca tem seu valor. Alguns, claro, tem mais peso que outros. Tanto que a fruição de alguns desses bois é mais intensa e arrepiante. É o caso do Boi da Maioba e do Boi de Maracanã.

Maioba e Maracanã disputam a preferência do público. Maioba com a maior orquestra de percussão do mundo e com “se não existisse o Sol, como seria pra Terra se aquecer...”. Maracanã com seu eterno cantador Humberto de Maracanã e com “Maranhão, meu tesouro, meu torrão. Fiz esta toada pra ti Maranhão”.

Mas de fato, nem mesmo estes grandes grupos parecem ter tanto glamour nos maiores arraiais de São Luís do Maranhão. A primeira vez que me impressionei com o Boi de Maracanã foi aqui, no Recanto dos Vinhais, bairro onde não há sequer um arraial ou Viva.

Este ano o acontecimento se repetiu. No silêncio da madrugada adormecida do bairro, começou um apito, e então uma buzina, duas buzinas, barulho de motor, e, crescendo, o barulho dos estalos de um pedaço de madeira batendo em outro. Com o efeito Doppler, ao passo que ônibus e caminhões se aproximavam, aumentavam também as matracas, pandeirões e as conversas de brincantes agitados.

A voz em um microfone me fez despertar completamente. “Atenção! Estacionem os carros aqui! Estacionem os carros aqui”, dizia o homem. Olhei pro lado e minha irmã já tinha pulado da cama. Ela andou até a janela e abriu.

Era uma confusão de ônibus, caminhão, carro e gente. Dois ônibus estavam estacionados em frente a minha casa. Os caminhões cheios de pandeirões e brincantes desviavam dos ônibus e continuavam o percurso. Brincantes e seguidores dos bois – há muitas pessoas que seguem os grupos de carro durante todas as apresentações – desciam uma rua perto da minha casa e pareciam se multiplicar cada vez mais. Em poucos instantes, o que era deserto virou multidão.

Virei pra minha irmã. “Vamo descer?”, chamei. “Tu é doida”, ela respondeu e fechou a janela. O relógio marcava 4h30 da madrugada. Deitei, mas fiquei um tempo perdida em pensamentos. Em nenhum arraial antes, eu havia tomado conhecimento da dimensão desse boi. Não que eles não sejam grandes no terreiro, mas a preparação é muito maior. Em plena 4 horas da manhã, os brincantes estavam animados pegando seus grandes chapéus de pena para dançar mais uma hora ou mais. Os ônibus não podiam nem entrar pelas ruas do bairro, sob risco de não haver espaço para todos, por isso ficaram todos na avenida.

Nessas horas é que você percebe a importância do motorista que leva o caminhão das cachaças. E a paixão que leva tantas pessoas a seguir as brincadeiras. Naquela noite, eu duvido que tivesse alguém em Maracanã.

6h30. O moço do microfone começa a chamar todos os brincantes para voltarem para os ônibus. Maracanã já vai.

9h. Abro a janela do quarto. O lugar onde os ônibus estiveram naquela noite está quase vazio. As ruas estão apáticas e mais silenciosas do que o comum devido ao feriado de São Pedro. Do boi de matraca só restaram alguns sinais.


Infelizmente, também eram sinais de que não havia nenhuma lixeira por ali.

*Por Secoelho


gente é pra brilhar


Quase 23h. A banda do Beto agradece e começa a desmontar a aparelhagem de som. Enquanto isso as dançarinas da próxima atração perambulam pelo arraial distribuindo simpatia a pessoas que agradeciam em várias línguas. Suas saias rodadas com fitas coloridas arrastavam pelo chão. Os músicos afinavam os instrumentos no palco.
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23h. As pessoas começam a se aglomerar na frente do palco. Vai começar mais uma atração da noite.
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Nos braços de um dos seguranças, chega a rainha do espetáculo. Baixinha, 85 anos, cabelos bem branquinhos. Ela senta em seu trono vermelho armado minutos antes, veste sua roupa de rainha e testa do microfone. “Crianças, eu quero ver vocês dançando bem bonito hoje pra alegrar o pessoal”. Dona Teté mais que incentiva: ela mostra aos dançarinos que gente é pra brilhar.
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O toque das caixas começa e como se estivessem encantados pelo som, os dançarinos caem no remelexo. Com sorrisos largos eles soltam o corpo ora rodopiando, ora dançando colado numa sensualidade infinita. Vai dizer a ela que é sem-vergonhice, vai! “Quem não pode não emprenha”, é o que ela certamente vai responder.
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Quase meia noite. Os dançarinos derretem na noite quente de São Luís. As luzes coloridas do palco refletem nas lantejoulas e no suor dos brincantes.
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No balanço do Chapéu de Lenha, a platéia é convidada a entrar na brincadeira. Assim termina o espetáculo: todos dançando o cacuriá observados pela rainha que sorri dizendo: “vamos dançar cacuriá, crianças. Dançando bonito, gente, é assim que eu gosto”.

*Por Carulhina

mapa astral do furico

Nascido em um dia em que o céu estava na casa 9 com Neturno confrontando com Vênus numa elipse com Marte, o Furico tem por característica principal o cosmopolitismo dos leoninos ansiosos. Curte praia, passeios ao ar livre e Vodka com Coca-cola.
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Sua aparência tensa nas segundas-feiras de maio é uma forma dele expressar toda sua preocupação com a paz mundial e com as partidas de ping-pong no Acre.

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No amor, prefere se reservar. Combina laranja cor de laranja (a fruta) e outras cores que expressam sua jovialidade e sua atração com o astro-rei regente da casa 2 no mapa astral cosmológico. Tem vida sexual com TDAH¹.

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No quesito finanças, o Furico não vai bem. Todo esse sofrimento porque ele não nasceu virado pra Lua e sim para o astro rei, no caso, o Sol mesmo que tava meio de lua nesse dia.
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Usa e abusa do seu charme para garantir suas conquistas. Não fica envergonhado com sua aparência, se ABRE para o mundo. Tem ótimo feeling para os negócios. Má sorte para o diploma.

¹ Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.


*Por Carulhina e Clis

espermatozóides do barulho


*Por Clis

"sacanagi com os cozinheiros"

Nosso querido Gilmar Mendes, presidente do STF, já provou que não quer muita amizade com os jornalistas. Este tribunal foi o responsável de dar prosseguimento à decisão do TST em abolir a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. A alegação: "O jornalismo é uma atividade intelectual, e não científica".

Queridos e estimados leitores, não fiquem tristinhos. Nós não vamos desaparecer. O curso superior continua existindo e o diploma também. Na verdade, o que agora é oficial, já era uma prática nas empresas jornalísticas. Ou seja, exercício do jornalismo era um direito de todos.

Na verdade, à exceção do RP's que tem conselho e tudo, todas as profissões do curso de comunicação não são regulamentadas. Publicidade e produção em rádio e TV nunca tiveram lei de regulamentação profissional, e todo mundo (em tese) poderia exercer essas profissões.

Enquanto isso, continuamos com nossa luta incessante. Pegamos ônibus, enfrentamos uma jornada de 4 anos, se tacando lá pro bacanga para sermos Jornalistas, por formação superior. Azar das empresas que não nos querem nos seus quadros. Afinal, agora além de produzir notícias, fazemos uma deliciosa lasanha.

Quem quer provar?


Por Clis* (indignado)

memórias do intercom: coisas que eu não vi em teresina

Olá pessoal. Depois de um longo e tenebroso inverno algo novo nesse blog.

Bom, pra galera que foi pro Intercom Nordeste, ou ainda tá naquela fase de pesquisa diária no site da Gol se preparando para o Intercom Nacional em setembro, vale a pena relembrar momentos quentes e inesquecíveis de Teresóca.

Para tal, resolvemos fazer uma lista de coisas que não vimos nesta bela cidade.
Se esquecermos algo, por favor inclua no comentário.

1 - Guarda de Trânsito, ou segundo Carol Brito, "guardinha filha da puta". Eu não vi mesmo, bom não tem trânsito!

2 - Engarrafamento. Achei isso pôdidigno...

3 - Pessoas da Companhia de Limpeza Urbana. E a cidade até que é limpinha

4 - Socorrão. Isso fez muita falta pra algumas pessoas né Seane?

5 - O gueto, pessoas pobres e palafitas. Parece que todo mundo mora no Jockei.

6 - Terminal de Integração. Segundo Carulhina, "eu não respeito uma cidade que não tem integração".

7 - Frio. Esse não precisa comentar.

Aguardamos todos em Curitiba, e lá o negócio vai ser diferente. Vamos ter que dizer o que tem lá que não tem aqui. Tenho a impressão que a lista será extensa.


Por: Clis* - da gangue "Furico"