o dinheiro que cai do céu

A recente briga de egos entre a Record e a Globo tem particularmente me divertindo muito. É 'toma lá, dá cá'. O mais interessante, é que tudo acontece no mesmo horário e em telejornais praticamente idênticos: o JN e o JR. Cabe então questionar: quem está com a razão?

Ninguém. Num país onde existe TV Senado com sua programação 'nobre', tudo na televisão tem uma pitadinha do satã! Cada um alimenta o seu capetão: a Record foi comprada e reformulada com dinheiro de fiéis que foram ludibirados em maquiagens religiosas; a Globo por muito tempo manipulou a opinião pública e esteve no 'underground' político nacional em diversas ocasiões.

Cada nova denúncia deveria ser festejada pela opinião pública. É uma forma de cada cidadão inalar um tiquinho do fedor que emana de Rio e SP. Entretanto, é essencial que haja distribuição de audiência na TV. Nenhum monopólio é dignamente justo, senão seria um modelo de televisão ideal, coisa que inexiste.

Cabe à justiça brasileira apurar (isso já levanta sérias dúvidas) e aos brasileiros escolher qual capetão ele quer alimentar. Enquanto isso, fica a dica: monte a sua igreja e faça sua rede de televisão. Por falar nisso, culto amanhã na igreja da galáxia do reino da norminha. E não esqueçam o dízimo!

Por Clis (trechos Pato Fu)

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Era uma vez, Ana Mola Molinha, chamada Maria Severina que tinha uma calça furada com um prego enferrujado que doía muito. Num dia chuvoso, ela comprou um antiferrugem, mas não pagou a conta. O vendedor ficou terrivelmente irritado, então martelou a bunda. Serverina não revidou, chamou o José da padaria e "bolou" um plano: comprou um cremosinho, um Aqui Maranhão, outro de amanhã e uma pipoquinha, colocou numa caixinha e pegou um fósforo para acender a vela do caixão de MJ. Após dançar moonwalk, escorregou na banana e rasgou a cueca de [censurado].
A bailarina clássica esqueceu o plano maquiavélico da vovó Dinorá, uma velha desdentada e fofoqueira que vivia dizendo: "time is money!". Dinorá na verdade era ninfomaníaca e decidiu agarrar Clis, mas ele gostava de outra vovozinha que cheirava a canela em pó. Zaíra então resolveu se banhar de colônia de alfazema e chamar Seane para, juntas, irem disputar o amor do faxineiro gatinho, que por sinal tinha uma pereba no meio da perna cabeluda. Aí ela começou a trocar olhares com Seu Coxola quando um Campus com Carol pulando dentro virou na ponte e deixou feridos.
No ultimo episódio, todos choraram com lágrimas de crocodilo, pois Carol quebrou o nariz, mas ela fez cirurgia. Tudo acabou bem, mas... e a mola?


*Por Andrezza, Secoelho, Zazá, Clis e Carulhina

O Circo pegou fogo!

Ah, como eram bons os tempos de criança! Quando nos encontrávamos para brincar de pique-esconde, de ciranda, pega-bandeira, e tantas outras brincadeiras sadias. As músicas eram tão criativas, com bastante figuras de linguagens: hipérboles, metáforas, ironias...

Nesta primeira semana de agosto, pude relembrar uma cantiga de criança, devido a um acontecimento no país. A musiquinha dizia assim: “[...] O circo pegou fogo, o palhaço deu sinal; acode, acode, acode a bandeira nacional. Alô Brasil, quem se mexeu, saiu”.

É, não há música mais apropriada para o atual momento da política brasileira. Desde a descoberta do “mensalão”, o segmento tem ganhado mais espaço na mídia, nas discussões cotidianas entre as pessoas e nos programas humorísticos. Há tanto tempo a sociedade não se “divertia” desta forma. Mas o mensalão, assim como Botafogo (que me desculpem os muitos botafoguenses), não deu em nada: apenas serviu para aumentar as forças dos adversários!

Queria ter assinatura de uma TV fechada. Desde criança, sou apaixonado por futebol e demais esportes. Mas se tivesse, passaria meu tempo assistindo ao humor de um canal nobre: a TV Senado.

Em primeiro lugar, a linguagem dos parlamentares é impecável (ou não): “Vossa excelência deveras estar consciente da proficuidade demasiada das convergências políticas do país...”. Além disso, o companheirismo é algo primordial entre os mesmos, tal qual não se vê na sociedade, num grupo de amigos. Tomemos o caso do presidente do Senado, José Sarney, vulgo dono do Mar.

O ilustre senador maranhense – ops! amapaense – tem sofrido sérias denúncias e acusações de nepotismo e favorecimentos. Nunca andara tão triste e cabisbaixo como agora. Como alguém poderia fazer isso com um político tão eficaz e trabalhador, que durante anos ajudou o Maranhão a se tornar este maravilhoso estado?!

Pedro Simon (PMDB-RS) foi à tribuna pedir que Sarney deixasse o cargo de presidente, após surgirem as denúncias dos atos secretos do presidente da Casa. Dois “heróis” nacionais não aceitaram tais acusações contra o bom velhinho nascido no Maranhão, senador de Amapá e residente em Brasília. Primeiro, foi Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, acusado de irregularidades durante o exercício na presidência.

Depois, foi a vez de Fernando Collor de Melo. Isto mesmo, nosso primeiro presidente após o fim da ditadura militar! O primeiro presidente, também, a sofrer impeachment, em 1992. Agora, não tão jovem ou bonito como dantes, mas com mais intrepidez e ousadia. “Engula suas palavras... Digira-as...”, estas frases estão marcadas na história do Brasil.

Renan ainda voltou a discutir com Tasso Jereissati, num bate boca fantástico: “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim”, disse Tasso. “O dedo sujo infelizmente é o de Vossa Excelência. O dedo dos jatinhos que o Senado pagou”, rebateu Calheiros. “Pelo menos, era com meu dinheiro. O jato é meu. Não é o que o senhor anda, o de seus empreiteiros”, respondeu Tasso.

Renan fala algo fora do microfone, deixando Tasso furioso: “Eu coronel? Cangaceiro, cangaceiro de terceira categoria!”. “Você não é coronel de nada. Me respeite. Você é minoria com complexo de maioria. Me respeite”, Calheiros, finalizando sua participação.

Pois é, se preparem que ainda tem muito mais neste fantástico mundo circense, chamado Congresso Nacional. A qualquer momento, voltaremos com mais humor para você... ou não!

Por Eduardo Rimador Oliveira

Twitter, blog, orkut, facebook...

Toda vez que leio essas palavrinhas acima em alguma revista ou em algum artigo, involuntariamente fecho a cara.

Não raro me deparo com matérias entediantes e ingênuas, que apresentam apenas uma visão distante do que sejam estes recursos da web. Creio que falar sobre isso seja complexo, pois eu vejo cada uma dessas redes da forma como eu as utilizo. Paradoxalmente, é muito reducionista dar uma visão geral. Assim, se um cara diz que o twitter é frequentado por pessoas de 30 a 39 anos, ele não faz jus aos milhares de adolescentes e jovens que já ingressaram no ramo.

Além de parecerem manuais e quase nunca acrescentarem alguma novidade para quem se interessa pelas redes, as matérias são como receitas de bolo: com estatísticas e o passo-a-passo de como fazer uma coisa que a gente já nasce sabendo.

Mas não são as matérias descritivas que fazem revirar o estômago. No jornalismo, é bem verdade que temos a mania, e a obrigação, de encontrar personagens para as histórias. E quando se trata de uma reportagem isso não é diferente.

Na revista continuun do Itaú Cultural, de julho e agosto, na primeira reportagem sobre blogs, conhecemos a história de 3 personagens. Os dois primeiros são exemplos de sucesso e de pessoas que se tornaram influentes e conseguiram tornar isso frutífero para a sua vida inteira apenas postando no seu blog.

Quando leio isso, penso: "Ei, esse é o meu sonho e de mais quantos?". A dica para tornar o sonho realidade é sempre a mesma: estar antenado. Acontece que não se fica "antenado" da noite pro dia. Há pessoas que passam horas na internet, fazendo 10 coisas ao mesmo tempo. Elas descobrirão coisas fantásticas, elas perderão muito tempo.

Ser "antenado" significa estar online em tempo integral. Aparecer, ser visto, dar o que falar, conquistar números, seguidores... Resta saber se vale à pena.
*Por Secoelho

Espermatozóides do Barulho - Secoelho

Na primeira tentativa séria de ingressar no quadrinhos, o nosso querido Chris Lima, ou Clis, encarnou em espermatozóides desajeitados, e fáceis de desenhar, algumas situações e características dos estudantes de Comunicação Social/Jornalismo da UFMA. Dando continuidade ao seu trabalho, desta vez não é a editora chefe do Furico, Carulhina Diniz, que fracassa na corrida da vida. Desta vez, bem, sou eu. O quadrinho também explica porque minha irmã conseguiu nascer primeiro que eu!

Por Secoelho (Seane Melo).

Veja também:
http://furicoonline.blogspot.com/2009/06/espermatozoides-do-barulho.html

maranhão: aqui e acolá

Na política nacional, somos reconhecidos por grandes nomes. Tal como José Sarney, que nem senador pelo Maranhão é, temos... Outra leva de pessoas que tem o sobrenome idêntico. Não que seja motivo de tanta vergonha assim, mas não dá pra bater no peito e dizer que somos ou estamos orgulhosos. Eles não fazem tanto sucesso quanto o nosso ‘guaraná jesus’.

Há muito, tenho tentado assimilar uma idéia de democracia que me faça aceitar a existência do congresso nacional. Mergulhado em uma série de polêmicas, a casa do povo situada em Brasília tem me deixado um tanto triste. Agora de recesso, minha iminente depressão adia sua instalação sobre a calmaria da esplanada.

E quando voltarem? Será diferente? Um dia será diferente? Não sei. Mas cada vez mais pretendo tirar o ‘sei’ da minha auto-resposta. Polêmicas a parte, nenhum dos três poderes tem dado motivo de alegria em demasia para o povo brasileiro.

Todo mundo vive como se nada estivesse acontecendo. Nada além de um comentário sarcástico-irônico numa fila de banco ao ler o “Aqui Maranhão” tem sido suficiente para mudar o caos político que no país se enraíza.

Falando em jornais populares, alguém leu “Matou a mãe e esfaqueou a tia”?


*Por Clis Pensativo

Bastidores do São João

Quem é maranhense e matraqueiro sabe que todo boi de matraca tem seu valor. Alguns, claro, tem mais peso que outros. Tanto que a fruição de alguns desses bois é mais intensa e arrepiante. É o caso do Boi da Maioba e do Boi de Maracanã.

Maioba e Maracanã disputam a preferência do público. Maioba com a maior orquestra de percussão do mundo e com “se não existisse o Sol, como seria pra Terra se aquecer...”. Maracanã com seu eterno cantador Humberto de Maracanã e com “Maranhão, meu tesouro, meu torrão. Fiz esta toada pra ti Maranhão”.

Mas de fato, nem mesmo estes grandes grupos parecem ter tanto glamour nos maiores arraiais de São Luís do Maranhão. A primeira vez que me impressionei com o Boi de Maracanã foi aqui, no Recanto dos Vinhais, bairro onde não há sequer um arraial ou Viva.

Este ano o acontecimento se repetiu. No silêncio da madrugada adormecida do bairro, começou um apito, e então uma buzina, duas buzinas, barulho de motor, e, crescendo, o barulho dos estalos de um pedaço de madeira batendo em outro. Com o efeito Doppler, ao passo que ônibus e caminhões se aproximavam, aumentavam também as matracas, pandeirões e as conversas de brincantes agitados.

A voz em um microfone me fez despertar completamente. “Atenção! Estacionem os carros aqui! Estacionem os carros aqui”, dizia o homem. Olhei pro lado e minha irmã já tinha pulado da cama. Ela andou até a janela e abriu.

Era uma confusão de ônibus, caminhão, carro e gente. Dois ônibus estavam estacionados em frente a minha casa. Os caminhões cheios de pandeirões e brincantes desviavam dos ônibus e continuavam o percurso. Brincantes e seguidores dos bois – há muitas pessoas que seguem os grupos de carro durante todas as apresentações – desciam uma rua perto da minha casa e pareciam se multiplicar cada vez mais. Em poucos instantes, o que era deserto virou multidão.

Virei pra minha irmã. “Vamo descer?”, chamei. “Tu é doida”, ela respondeu e fechou a janela. O relógio marcava 4h30 da madrugada. Deitei, mas fiquei um tempo perdida em pensamentos. Em nenhum arraial antes, eu havia tomado conhecimento da dimensão desse boi. Não que eles não sejam grandes no terreiro, mas a preparação é muito maior. Em plena 4 horas da manhã, os brincantes estavam animados pegando seus grandes chapéus de pena para dançar mais uma hora ou mais. Os ônibus não podiam nem entrar pelas ruas do bairro, sob risco de não haver espaço para todos, por isso ficaram todos na avenida.

Nessas horas é que você percebe a importância do motorista que leva o caminhão das cachaças. E a paixão que leva tantas pessoas a seguir as brincadeiras. Naquela noite, eu duvido que tivesse alguém em Maracanã.

6h30. O moço do microfone começa a chamar todos os brincantes para voltarem para os ônibus. Maracanã já vai.

9h. Abro a janela do quarto. O lugar onde os ônibus estiveram naquela noite está quase vazio. As ruas estão apáticas e mais silenciosas do que o comum devido ao feriado de São Pedro. Do boi de matraca só restaram alguns sinais.


Infelizmente, também eram sinais de que não havia nenhuma lixeira por ali.

*Por Secoelho